Porção falsa - Mayara Wandy Barros da Silva

Certo dia, Pedro Malazartes fugindo de mais uma loucura, se deparou com um grupo de jovens que estava à procura de uma poção mágica. Essa poção tinha o poder de dar mais anos de vida para qualquer pessoa que achá-la.
Vendo aquilo e Pedro com vontade de dar mais um golpe em alguém, teve a ideia de pegar uma garrafa e colocar várias coisas dentro e depois vendê-la para os pobres jovens.
Então saiu à procura de ingredientes para colocar na garrafa. Depois que encheu a garrafa de coisas, passou pelos jovens e perguntou:
- O que vocês fazem aqui, lindos jovens?
Os jovens responderam:
- Estamos procurando uma poção mágica.
- Nossa que coincidência! Acabei de comprar uma!
- Sério? Onde você comprou?
- Comprei de um feiticeiro que estava passando por aqui, mas infelizmente ele já foi embora.
- Que pena! Queríamos tanto essa poção!
- Quanto vocês querem pagar na minha? Eu vendo pra vocês, faço esse sacrifício!
- Pagamos 20 dólares. Combinado?
Pedro todo feliz, aceitou. Deu a garrafa para eles e foi embora. Então, mais uma vez, deu um golpe!

Mayara Wandy Barros da Silva

Pedro Malazartes e o mendigo trapaceiro - Daniel Velasco Campos

Numa noite de lua nova, Pedro andava sozinho nas ruas de uma pacata cidade. Ao longe, avistou um mendigo roubando outro mendigo. Indignado, foi lá ver o que estava acontecendo.
Pedro perguntou ao mendigo indefeso:
- O que há? Não vai reagir ao assalto?
E ele respondeu:
- Mas ele é o andarilho mais famoso por aqui. Tudo o que ele pede nós temos que dar!
- Mas é claro que não, ora! Vamos nos juntar e acabar com essa fama dele.
Pedro e o mendigo se disfarçaram como pobres coitados e ficaram vagando pela noite. Quando se cansaram, foram procurar um lugar para se abrigar. Pedro e o seu amigo estavam dormindo e chegou o “mendigo trapaceiro mestre” falando:
- Acordem mortais! Eu, o Deus dos andarilhos, vim pegar o que vocês me devem!
Pedro levantou e disse:
- Você não é Deus nenhum! Eu é que sou! Venha, vamos lutar! – gritava Pedro.
O andarilho com medo saiu correndo e nunca mais mentiu para ganhar dos outros. O mendigo agradeceu a Pedro que resolveu ir embora para outra cidade.
Daniel Velasco Campos

Pedro e suas besteiras - Victor Hugo Pereira Guimarães

Numa noite fria e de lua cheia, Pedro ficou totalmente entediado. Começou a pensar o que poderia fazer para acabar com seu profundo tédio.
Então, ouviu um monte de gritos e risadas ao lado de sua casa. Abriu a janela, viu uma imensa festa na casa do vizinho e começa maquinar uma travessura para se divertir.
Pedro entrou na festa de “penetra”, escondido e pegou a comida. Botou tudo numa sacolinha do ABC e partiu para dentro de sua casa. Quando as pessoas foram comer só tinha lixo e bichos.
Enquanto na festa era uma correria e gritaria por causa dos bichos, Pedro estava tranqüilo comendo seus salgados.
Victor Hugo Pereira Guimarães

A promessa - Rayane Pavan Rodrigues

Um dia Pedro Malazartes viajou para Paris porque tinha que cumprir uma aposta que tinha feito ao Matheus, seu amigo. Matheus apostou que Pedro não conseguiria ir a Paris e roubar a pérola de um túmulo porque sabia que ele morria de medo das várias lendas urbanas que existiam sobre a pérola Em troca, Pedro receberia R$ 10.000,00 por sua coragem.
No dia seguinte, Pedro comprou sua passagem para Paris. Quando chegou a Paris, ele não tinha quase nenhum dinheiro, mas estava com muita fome. Então, Pedro o pai de todas as artimanhas, chegou num restaurante e comeu de tudo e do melhor.
Enquanto comia, conversava com dois velhinhos que estavam sentados na mesa ao lado. Quando acabou de comer, na hora de pagar a conta, disse que os velhinhos eram seus avós e que eles iriam pagar a sua conta. Assim, saiu do restaurante e ainda deu tchau para os “avós”. Esse foi mais um golpe dos reis das armações!
Anoiteceu e Pedro foi para o cemitério pegar a tão esperada pérola. Logo que entrou, lembrou das lendas urbanas e ficou tremendo de medo, mas pensou:
- Matheus não está me vendo. Estou em Paris, por isso, posso chamar o segurança do cemitério para pegar a pérola. Ele aceitou.
Pedro Malazartes como sempre consegue tudo o que quer e nunca recebe um não como resposta, entregou a pérola a Matheus dizendo que foi ele quem pegou. Ganhou R$ 10.000,00, conheceu Paris e seus “avós”. HÁ!HA!HA!HA!
“Malandro é malandro, mane é mane”.
Rayane Pavan Rodrigues

O grande safado - Yuri Vieira Alves

Pedro mudou de cidade e lá resolveu abrir um comércio de bijuterias. Passados dois meses e meio, ele viu que esse negócio não rendia dinheiro. Fuçando suas tralhas em casa, achou uma tinta dourada e pensou como aumentar o seu dinheiro vendendo “ouro”.
Depois de alguns dias, ele já estava com um bom dinheiro e quando a tinta acabou, resolveu comprar outra. Na loja, o vendedor que também havia comprado o tal “ouro”, desconfiado contou para o resto da cidade que o obrigou a devolver o dinheiro de todos que ele havia enganado.
Pedro disse que precisaria ir em casa pegar o restante do dinheiro e pediu para que todos esperassem por ele ali. Assim, Pedro aproveitou e sumiu para outra cidade.
Yuri Vieira Alves

Pedro e sua grande mentira - Leonardo Soares Martins

Num belo dia, Pedro estava passeando pela rua mal vestido. Parou, olhou para o lado, viu uma loja de perfumes muito caros, teve uma grande ideia e foi correndo para casa.
No dia seguinte, Pedro voltou à loja muito bem arrumado e com João, seu irmão mais velho, fingindo que era o seu segurança. O dono da loja impressionado, achando-o muito rico, ouviu quando Pedro disse ao vendedor:
- Vou levar os perfumes mais caros que você tiver!
O homem foi buscar todo empolgado e quando voltou botou os perfumes na mesa.
Pedro falou:
- Meu amigo, esqueci meu dinheiro na minha mansão. Poderia me dar os perfumes que eu voltarei mais tarde para pagar?
O homem tranqüilo deu os perfumes. Pedro feliz da vida enganou o cara e nunca mais voltou.
Leonardo Soares Martins

A Páscoa de Pedro - Danilo Campos Neves

Há pouco tempo, Pedro tinha se mudado para uma cidade pequena, no interior de Minas Gerais. Como faltava um mês para a Páscoa, Pedro dizia que era um especialista em chocolate e fez uma amostra grátis para que todos da cidade experimentassem.
As pessoas gostaram e ficaram encantadas com o sabor do chocolate. Todos compraram seus ovos na barraca que ele havia montado na feira da cidade.
Nessa cidade, a Páscoa era uma tradição muito respeitada, então só se podia abrir e comer os ovos no dia exato, ou seja, no domingo de Páscoa.
Dias antes, Pedro sumiu sem mais nem menos da cidade. No dia da Páscoa quando todos foram abrir seus ovos, descobriram que não havia nada mais do que barro dentro das embalagens.
Pedro havia fugido para outra cidade distante daquela para enganar mais pessoas.
Danilo Campos Neves

Batata em terra seca - Matheus Amaro Grillo

Pedro em suas artimanhas sempre se esteve por cima e uma vez, com sua mulher, resolveu plantar batata em solo seco. Seus vizinhos então resolveram acompanhá-lo por deboche.
Pedro resolveu fazer uma ligação com uma mangueira, de madrugada, por baixo da terra e apostou com os vizinhos que as batatas nasceriam ali. Ele deu 20 reais para começar a aposta e, no final, tinha quase mil reais.
Passado três meses, depois de ter irrigado bastante, Pedro resolve ver a terra que estava com muitas batatas. Vendeu-as na feira, pegou o dinheiro dos vizinhos e comprou sua casa que era o seu sonho.
Matheus Amaro Grillo

Rocha valiosa - Clara Valadão Lemos

Um dia Pedro Malazartes estava chegando numa aldeia muito simples. Sem nenhum dinheiro, Pedro tropeçou num pedaço de rocha e pensou que aquilo poderia valer muito. Colocou numa sacola e saiu andando.
Passou por um homem que lhe perguntou:
- O que tem aí?
- Tenho uma pedra valiosíssima que trago da mina de Ouro Preto.
- O que você vai fazer com ela? – perguntou o homem curioso.
- Vou vendê-la!
- E quanto você quer?
- 10 mil reais.
- Eu vou querer!
- Mas ela é muito rara, não pode pegar nenhum sol, pois pode perder seu valor..
- Tudo bem, quando eu chegar em casa dou uma olhada.
Pedro então fugiu para outra aldeia todo contente por não ter sido pego pelo cara enganado.
Clara Valadão Lemos

O golpe do namorado - Layllana Batista Viana

Certo dia Malazartes estava andando pela praia, viu uma bela moça e se apaixonou. Ela era loira, alta,magra e com cabelos longos. Como a moça era uma das salva-vidas da praia, Pedro teve a ideia de se afogar para ela salva-lo. E lá foi ele entrando no mar...
Pedro esqueceu que não sabia nadar realmente e, quando estava dentro d’água, lembrou e começou a gritar:
- Socorro, socorro! Eu não sei nadar!
A bela moça vendo que ele estava se afogando foi salvá-lo.
Pedro saiu da água desacordado e quando acordou estava todo sem graça, mas conheceu a bela moça, descobriu que o nome dela era Zhoé e que tinha um namorado. Então, ele resolveu conhecer o namorado dela.
Quando soube quem era, inventou que ele tinha ganhado um prêmio na Austrália. Mas o problema era que Pedro não tinha dinheiro para pagar a passagem dele, então roubou uma torta e disse para a velhinha que era mágica e cobrou uma fortuna pela torta. Pegou o dinheiro, comprou a passagem para o namorado da Zhoé e ele viajou.
Quando teve certeza que o cara tinha viajado, disse para Zhoé que o namorado dela tinha ido atrás de uma moça que ele havia conhecido pela internet. Zhoé acreditou e ficou com muita raiva.
Malazartes, se aproveitando da situação, pediu à moça em namoro e ela aceitou. Os dois foram morar no Rio de janeiro.
Quando o namorado voltou, ficou com muita raiva. Mas como ele não lembrava da fisionomia do Malazartes, deixou pra lá.
Layllana Batista Viana

Astúcias de Pedro - Ivan Romero da Silva de Figueiredo

Um dia, Pedro estava dormindo na rua, solitário, apenas com suas roupas e uma cartola. Quando acordou viu um pombo cambaleando na calçada. Pegou o pombo, colocou-o em cima de sua cabeça, cobriu com sua cartola e foi batendo de porta em porta contando a sua história e procurando algo valioso que pudesse se apossar.
Após casas e mais casas, viu que em uma tinha uma lambreta e com sua história foi enrolando a dona, falando que sua cartola era mágica e o que pedisse ela daria. Então propôs uma troca com a senhora dizendo:
- Se me der sua lambreta, em troca, te darei minha cartola.
A senhora quase acreditando, pediu que provasse. Então, Pedro pôs rapidamente a cartola na cabeça junto com a pomba e disse:
- Oh poderosa cartola mágica! Se me der uma pomba ficarei agradecido.
Pedro puxou a cartola e ali estava a pomba. A senhora arregalou os olhos e deu a chave da lambreta à Pedro.
Pedro rapidamente “rapou fora”, enquanto a senhora tentava, sem sucesso, pedir coisas à cartola, enquanto Pedro estava longe dali.
Ivan Romero da Silva de Figueiredo

Malazartes e a galinha dos ovos de ouro - Aryanne Gonçalves Guimarães

Numa manhã, sem ser visto, Pedro Malazartes roubou uma galinha de uma fazenda. Com o pouco dinheiro que tinha, comprou um potinho de tinta dourada.
Ao passar um curioso lhe pergunta:
- O que você esconde aí?
Ele, com uma cara de sério, lhe responde:
- É uma galinha dos ovos de ouro. E, por uma grande quantia, estou interessado em vendê-la.
O homem curioso e assustado, pede para que ele mostre os ovos de ouro da galinha. Ele mostra aqueles falsos ovos pintados de dourado.
Impressionado o homem pergunta:
- Por que quer vender tão preciosa galinha?
Ele responde:
- Tenho os seus pintinhos e não preciso mais dela.
O homem ofereceu-lhe tudo o que tinha e Pedro aceitou.
O homem foi embora alegre, sem nada, apenas com aquela galinha e pensando ter feito um ótimo negócio.
Pedro Malazartes fugiu com o dinheiro e se deu bem mais uma vez!
Aryanne Gonçalves Guimarães

O cão da realeza - João Viseu Carneiro da Silva

Num belo dia, Pedro Malazartes estava andando por um bosque levando um cão tão fraco e feio, que ele havia encontrado solto por aí. Até que ao longe Pedro avistou um mercador numa carroça recheada de baús e mercadorias.
O mercador ao ver um homem andando no meio do nada, apenas levando um cachorro perguntou:
- Homem, o que você faz no meio da floresta?
Respondeu Pedro:
- Levo esse cachorro para o rei. Ele havia dito a todos que quem o encontrasse e o devolvesse à realeza, ganharia uma digna recompensa.
O homem ficou entusiasmado com a história e começou a oferecer tudo o que tinha para se apoderar do cachorro. Pedro, muito esperto, aceitou a carroça, os bens e se mandou, deixando mais uma vez um trouxa enganado.

João Viseu Carneiro da Silva

A proposta - Vivian Gattei Notrispe

Pedro Malazartes tinha acabado de chegar a uma cidade pequena, praticamente uma vila. Pedro descobriu que nessa vila moravam apenas pessoas ricas, com posses e terras.
Pedro viu que logo se daria muito bem nessa vila. Quando finalmente, depois de andar por toda a vila, ele avistou um cercadinho dentro da floresta. Lá tinham quatro leitões gordos e como não tinha ninguém vigiando, Pedro resolveu roubar um porco e dizer que ele era um mago enfeitiçado, mas que ainda tinha seus poderes.
Feliz com a ideia, Pedro pegou o porco mais gordo que tinha no cercadinho e levou-o até a maior casa que tinha na vila.Quando ele tocou a campainha, ouviu um barulho de algumas coisas quebrando, como se tivesse alguém fugindo. Quando se virou, viu um homem saindo pela janela com um saco de dinheiro nas mãos. O homem correu para a floresta onde estava o cercadinho com os porcos e Pedro correu atrás do homem com o porco na mão
O homem como o saco na mão só parou quando chegou a um pequeno acampamento com algumas pessoas conversando. Pedro tentou se esconder, mas nessa hora o homem virou e se apresentou ao Pedro.
- Oi! Sou o Robin Hood e sei que você está me seguindo. Todos nesse acampamento também são pobres. Nós roubamos dinheiro das pessoas ricas da vila para alimentar os pobres desse acampamento.
- Eu sou Pedro Malazartes, também sou pobre e tento enganar quem tem dinheiro, por isso estava naquela casa.
- Você podia ficar com a gente e nos ensinar seus truques.
Pedro pensou bastante no assunto, mas resolveu que seguiria seu caminho sozinho, afinal sempre foi assim.
Mas é claro que ele não sairia da vila sem dinheiro, então roubou algumas casas e foi embora.
Vivian Gattei Notrispe

Engana mais um - Pedro Ximenes Costa

Um dia Pedro estava caminhando por uma pequena cidade. Então, ele viu um bar que tinha muitos bêbados. Eles passavam o dia todo ali, só bebendo e assistindo televisão.
Pedro, nada bobo, foi pra casa pensar em como sabotar aquele bar. Foi então que ele teve uma ideia não muito boa, mas quem sabe daria certo.
No dia seguinte, foi ao bar e bebeu um pouco de “birita”. Viu que o bar estava vazio e foi oferecer ao dono do bar uma bebida mágica que traria todos os clientes de volta. O dono provou, aprovou a bebida e pagou por ela.
Ele colocou no bar uma placa falando da nova bebida e todos pediram para experimentar, mas odiaram a bebida e o bar acabou falindo.
Pedro acabou com um dinheirinho bom e enganando mais uma pessoa.
Pedro Ximenes Costa

O quadro mágico - Bruna Rodrigues Alves

Numa noite chuvosa e com muitas trovoadas, Pedro Malazartes estava acampado numa casinha de madeira abandonada. De repente, ouviu o barulho de vários cavalos e foi ver o que acontecia. Ao sair notou que não chovia mais e que havia uma caixa no chão. Curioso, Pedro pegou a levou para o seu barraquinho temporário. Abriu a caixa toda lacrada e se decepcionou com o que achou: umas tintas, três pincéis e meio (um estava quebrado) e duas telas. Passou a noite toda pintando.
Logo pela manhã teve uma ideia e esperou que alguém passasse. O dia estava quase acabando quando passou um camponês com sua filha, que carregava uma bolsa que parecia muito pesada.
Pedro começou a tossir e se fingir de engasgado. O pobre camponês, (que por sinal não parecia nada pobre, cheio de colares de ouro), foi ajudá-lo.
- O que há senhor?
- Estou com uma doença grave!
- Há algo que eu possa fazer?
- Não! – disse malazartes chutando o seu quadro caído no chão.
- Tem certeza, amigo?
- Tenho sim, tenho que ir ao hospital e não tenho dinheiro, mas obrigado por se importar!
- Que isso, dinheiro não é problema! Eu não posso dá-lo a você, mas se eu tivesse algo em troca...
- Bom, eu não sei se é de seu interesse senhor, mas eu tenho um quadro pintado pelo rei de Óregon, o rei Salomão!
- Mesmo? Quanto cobra?
- É muito caro...
- Pago o necessário por essa raridade!
- Bom, vou lhe falar o preço... São quatro mil dólares!
- Feito! Preço ótimo por uma raridade dessas!
- Vou pega-lo.
- Me diga, como conseguiu o quadro?
- O rei é meu amigo. Eu matei um forasteiro, o maior assassino do país.
- Ah, sim!
- Aqui o dinheiro. Vê se o senhor vai logo ao hospital, antes que morra, heim?
Quando o camponês foi virar o quadro, Pedro berrou:
- Nãoooo!!!
- O que houve homem?
- O senhor é louco?
- Por quê?
- Ah, me desculpe! Eu não lhe disse que esse quadro só poderá ser tirado da caixa ao amanhecer.
- Uai, por quê?
- Porque senão quebra o feitiço!
Não lhe disse, mas esse quadro mexe o rosto do rei quando ele fala ou dorme. O quadro mostra o rei durante o sono ou quando os seus olhos estão arregalados. O camponês sorriu e lhe pagou mais dois mil reais.
- Bom obrigado por me ajudar, eu vou ao médico: “cof, cof”.
- Vá amigo e que se cure dessa doença!
- Ok!
Pedro ficou com a consciência um pouco pesada, mas logo esqueceu e foi embora...
No dia seguinte, animado, o camponês e sua filha abrem a caixa e encontram a tela. Quando viraram pra ver a pintura... Era uma casa igual aquela que Pedro estava na noite anterior
O camponês ficou louco, mas como era noite, não viu direito o rosto do suposto vendedor.
Bruna Rodrigues Alves

Mágica em Macaé - Marcus Vinícius Conte Cipriano

Pedro finalmente conseguiu despistar a polícia de São Paulo e foi parar no interior do Rio de Janeiro, em uma cidade chamada Macaé.
Percebendo que o povo dessa cidade é muito burro, começou pensar em algum plano pra ganhar dinheiro fácil. Sentou na praça e começou a vender chapéu, que tinha todas as cores e modelos. Ele dizia ser um mágico e fazia truques baratos para surpreender o povo.
Depois de alguns meses fazendo isso, os moradores foram percebendo que não havia mágica e resolveu bater nele. Chegando à praça ele pediu só uma chance de fazer uma mágica e pediu cem reais de cada um. Aproveitando um carro aberto fez à mágica do sumiço e nunca mais foi visto em Macaé.
Marcus Vinícius Conte Cipriano

A vaca - Luciana Gusmão Freire dos Santos

Numa época de fartura e numa terra bem fértil, Pedro Malazartes chega de viagem e se viu encantado com a beleza natural do lugar.
Foi cavalgando para um bar no centro da pequena vila. Lá, ele conheceu dois senhores de fazenda, meio embriagados, que estavam discutindo sobre seus gados. Um dizia que produzia mais leite com suas vacas do que o outro. Enfim, Pedro interrompendo a conversa dos senhores, disse em bom tom:
- Sou viajante que já rodou o mundo inteiro, e nunca vi algum dono ter uma vaca leiteira que possui o rendimento melhor do que a Pindia.
Intrigados, os fazendeiros que eram os melhores da região fizeram o seguinte acordo: quem de nós três possuir a melhor vaca ganha 100 cabeças de gado. A notícia se espalhou e toda a cidade esperou os três senhores na pracinha, para ver quem levaria a melhor.
Malazartes não tinha nenhuma vaca leiteira e quando ia se aproximando da pracinha, tentando achar algum plano, viu a multidão e pensou:
- Vou deixá-los esperando e vou me mandar para longe, bem longe, mas não posso sair de mãos vazias.
Então Pedro foi à fazenda e roubou algumas galinhas para vender e trocou o seu cavalo por um belo alazão.
Saindo da pequena vila, ele partiu para outro belo lugar.
Luciana Gusmão Freire dos Santos

As cartas mágicas - Bruna Tavares Pacheco Martins

Num dia calorento de domingo, Pedro correu feito louco de velha artesã e naquela rua só se ouvia gritos:
- Volta seu safado! Devolva minhas pulseiras!
- Calma dona, eu só preciso do dinheiro para ir pra casa! – disse Pedro.
Na verdade, era para comprar cartas de um vidente que ele viu numa rua onde só viviam japoneses e seus descendentes. Então, ele vendeu as pulseiras da velha e comprou as cartas.
Após duas horas tentando descobrir como usar as cartas, Pedro se cansou e quis usá-las do seu próprio jeito. Então, vai para a rua e se finge de mágico: com roupas e cartola na cabeça.
Um casal de velhos curiosos resolveram falar com o Pedro para ver se eles vão viver muito tempo ainda.
Pedro diz:
- Infelizmente senhora, vocês irão morrer amanhã!
- Amanhã? Como isso? Como faremos? E a nossa herança? Com quem deixaremos? – perguntaram os velhos.
Pedro todo ganancioso fez uma cena de que ele era a pessoa mais confiável e que merecia a herança por ter descoberto a morte deles.
No dia seguinte, os velhos vivos foram atrás de Pedro, mas ele já tinha sumido com todo o dinheiro deles.
Bruna Tavares Pacheco Martins

Pedro e o bar - Emmily Santos da Silva Ribeiro

Depois de ter enganado mais uma pessoa, Pedro Malazartes estava pensando em um novo jeito de enganar outra pessoa, mas o que não lhe faltava era criatividade.
Pedro Malazartes foi caminhando, caminhando até encontrar um bar. Pedro viu que aquele bar tinha muitos clientes. Ele estava com sede e precisava de dinheiro. Então, foi chegando ao bar e disse para o dono que tinha uma proposta para ele. E, como o dono do bar adorava um desafio, ele disse:
- Conte-me a proposta e vamos ver se eu aceito!
- Então senhor, a proposta é a seguinte: “se eu lhe mostrar uma coisa sagrada que vai te ajudar para a vida toda, você me dá uma água e se você se interessar pelo objeto sagrado poderá comprá-lo”.
Pedro Malazartes começou a contar a história do objeto sagrado. Só que esse objeto estava escondido. O dono do bar estava muito curioso e mandou Pedro começar logo a história.
- Então senhor, este objeto sagrado fará da sua vida um milagre. Este objeto já foi de vários deuses e fizeram deles pessoas ricas. Você terá que aperta-lo e pedir algo.
- Eu topo sua proposta!
- Mas você só poderá vê-lo, depois que eu sair daqui, porque senão ele não funciona. Feche os olhos e vou batê-lo na mesa. Pegue-o na mão e quando eu sair você deseja. Mas, antes me dê a minha água e meu dinheiro!
O dono do bar deu tudo que ele pediu e o Pedro saiu correndo. Quando o dono do bar viu que era uma pedra, logo pensou que era obra de Pedro Malazartes.
Como em toda história, ele consegue tudo o que quer!
Emmily Santos da Silva Ribeiro

Malazartes virou pai - Taynara Jesus Maciel


Malazartes virou pai

Quando Malazartes estava na estrada encontrou um menino deitado que parecia um cadáver. Ele correu, pegou o menino em seus braços e foi para a cidade. Chegando lá, levou o menino para o hospital, depois para um abrigo e pediu para que cuidassem dele. Passado dois dias, o “Abrigo das Crianças” queria dois mil reais para ficar com o menino. Malazartes, sem dinheiro, pediu três dias para pagar.
Na cidade tinha uma padaria, um banco, um hospital, uma praça e um abrigo. O dono da cidade tinha três lindos sítios que valiam R$92.350.00. Malazartes, muito esperto, pegou uma roupa da loja mais cara da cidade e foi ao encontro do homem rico. Ele levava consigo um cachorro que dizia que era um super-herói.
- Venham, venham ver, o cão super-herói que salvou a vida de um menino que hoje está no abrigo!
E todos muito curiosos queriam ver esse animal tão magnífico.
- Mas, para vê-lo terão que pagar R$10.00 à hora.
E, de pouquinho em pouquinho, o pote foi enchendo. O homem rico ficou encantado com o poder que aquele cachorro tinha e decidiu comprá-lo. Malazartes muito esperto vendeu o cachorro.
Assim, além de ter pagado o abrigo e salvado o menino, faturou uma grana de um riquinho qualquer.
Taynara Jesus Maciel